Ministro do Evangelho

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domingo, 27 de junho de 2010

O MUNDO ACABOU PARA MIM! E PRA VOCÊ?

REFLEXÃO ESCRITA PARA O ROTARY
INTERNACIONAL DE CAMPINA GRANDE - PB

Fortaleza-Ce, 24 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÃO ROTÁRIA - DIA 24/06/10



O MUNDO ACABOU PARA MIM!
E pra você?



“Pois para mim o viver é Cristo; e o morrer é lucro!”
                                                                                                                        Apóstolo Paulo



Para quem encontra Jesus e Sua Palavra, que é o Evangelho de Deus, não há mais como viver [...] senão num mundo que já não é; que já acabou.

O mundo, como era, acabou; embora todos os seus sinais de vigor e poder estejam mais do que presentes entre todos os humanos. Sim; pois o mundo acabou no olhar...

Antes de Jesus havia apenas um modo de ver o mundo, com uma ou duas exceções filosóficas; os demais, no entanto, caminhavam todas segundo o fluxo do mundo que existe para os que dele vivem... Em Jesus, no entanto, para todo aquele que vê além do visível, ou seja, para ‘os da fé’, o mundo acabou irremediavelmente, sem chance de ressurreição!

Para mim, por exemplo, a presente existência é uma sucessão de atos de fé num mundo que existe em estado de morte completa; pois, tudo o que caracteriza os poderes deste mundo, foi despojado, desmascarado, desenganado, liquidado, morto e consumado em Jesus; visto que em Jesus as mortalhas do mundo foram removidas, sua ‘burca’ foi retirada, e apareceu a cara da morte/morta; embora uma viva/morta que é o motor dos zumbis que pelos valores de vento gelado de tal essência/morta se alimentam e se deixam mover...

Queridos e amados rotarianos, em Jesus, todavia, o mundo acabou para todo aquele que enxergou do que o mundo é feito: de mentira, ilusão e fantasia; tudo criado pelo surto da cobiça do diabo que se tornou nossa!

Como o mundo não acabou para mim?... Sim! Se quando Jesus nasceu os poderes se inverteram: o reino se transferiu para a Manjedoura! Sim! Se quando Jesus viveu o pecado foi vencido em todas as tentações! Sim! Se quando Jesus curou todas as doenças Ele decretou o fim da morte e da dor criados pelo mundo! Sim! Se quando Jesus morreu Ele matava a morte espiritual que mata a todo homem! Sim! Se quando Jesus ressuscitou dos mortos a própria Morte, o Diabo e o Inferno [...] foram lançados para dentro do Lago de Fogo como Decreto da Vida contra a Morte e seus agentes deliberados! Sim! Se quando Jesus ascendeu aos céus todo poder existente no mundo e em qualquer existência se tornaram definitivamente por Ele vencidos pelas sutis e invisíveis forças do amor!

Portanto, para mim, o mundo acabou...

O mundo morreu... Sim; com suas glórias, cobiças, invejas, pressas, honras, dignidades, importâncias, sucessos, conquistas, afirmações, poderes, influências, medos, fanfarrices ilusórias, auto-engano, e culto ao estético, ao belo e ao aparentemente superior...

Ele, o mundo, não morreu apenas para quem continua vendo a vida pelo olhar do mundo; mas para quem agora só vê o que seja vida, e não mais o que seja existência como mundo, sim, para tais o mundo acabou; assim como para mim ele já era; embora minha vida aconteça nesse ambiente que é sem ser; que aparenta, mas não é; que fala de vida, embora seja um convite da morte!

Ora, é somente quando o mundo morre que a pessoa ganha o olhar que a faz viver nesta existência sem que isso signifique um viver do mundo. Na realidade é um viver no ambiente/mundo, sem que, todavia, não se tenha nada a ver com ele!

Esta é a minha ambivalência em relação ao mundo: ele está morto para mim e eu para ele; e, por isto, e somente por tal razão, posso viver nele... E mais: nele posso viver sem a sua sorte de existência, que é animada pelo medo da morte, sendo este o poder que gera todas as formas de ilusão de poder e de superioridade satânica na existência segundo o mundo.

O apóstolo Paulo disse que a “aparência deste mundo passa”. Por isto ela manda que os que choram sejam como os que não chorassem; que os que se casam como se solteiros fossem na sua liberdade de seguir a vida de modo desimpedido; que os que compram sejam como os que nada possuem; que os que se servem deste mundo sejam como aqueles que usam produtos descartáveis; e que até mesmo aqueles que se alegram, sejam como aqueles que não têm porque alegrar-se...

Este é meu paradoxo! Sim! Vivo... mais vivo numa existência que já acabou para mim! Este era o convite do apóstolo Paulo a todos os discípulos de Jesus! Sim, dizia ele: “Vocês morreram com Cristo! O mundo acabou! Estamos crucificados com Jesus! Ressuscitamos com Ele! Assentamo-nos no Seu trono juntamente com Ele!”.

Portanto, embora aqui ainda, somos apenas uns forasteiros; uns seres de passagem; livres como a liberdade verdadeira que tal certeza instila em nós para sempre!

Para aqueles que entendem que o grande milagre do Evangelho é revelar o que é o mundo, do ponto de vista do Deus da Vida, surge grande libertação em relação a tudo o que se chame mundo; ao mesmo tempo em que, por tal milagre de entendimento, o mundo acabe de fato para o discípulo de Jesus; embora, apesar disso, o mundo se torne o lugar no qual vencemos o mal com o bem.

O mundo é o meu lugar de estar, mas não é meu modo de ser!




Nele,
Em Quem somente a morte pela fé nos liberta para o sentido da vida!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

24/06/10

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O DRAMA DE URIAS!

Gosto muito de observar as histórias bíblicas. Sedução, vingança, amizade, heroísmo e traição permeiam muitas narrativas do Antigo Testamento. A história do soldado Urias, marido da famosa Betseba, me chama a atenção. Infelizmente, na maioria dos relatos, Urias consta como um personagem coadjuvante. Mas, ele é importante, pois sua vida foi tragicamente descartada em uma trama bem complexa.

Urias foi assassinado para que o rei Davi livrasse a ‘cara’ em um adultério estúpido. A história desse homicídio deve ser considerada uma das mais sórdidas conspirações já escritas na literatura.

A narrativa é bem conhecida. Em uma tarde qualquer, Davi passeava pelo terraço do palácio quando seus olhos contemplaram uma belíssima mulher tomando banho. A pele morena, os cabelos negros, os seios bem delineados, somaram-se ao entardecer para criar um clima sedutor. E Davi não resistiu. Ordenou que lhe trouxessem a mulher para uma noite de delícias.

Alguém com um mínimo de bom senso deve ter alertado: “Esta não, ela tem marido”. Mas Urias estava longe; dava para enganá-lo sem grandes problemas. No campo de batalha, ele nunca suspeitaria da Majestade. Seduzido Davi estava e seduzido continuou.

Mesmo sabendo que poderia dar errado, o romance se consumou e aconteceu o pior: Betseba engravidou. Procurando encobrir o malfeito, Davi mandou trazer Urias para uma conversa. A gravidez ainda precoce talvez ficasse eclipsada diante da libido vertiginosa de um soldado. Davi imaginou que Urias perderia as contas do número de relações sexuais e dos meses que faltavam até o nascimento da criança.

Mas Urias recusou a oferta do rei; não dava para cogitar o prazer enquanto a Arca do Concerto, a honra de Israel e a dignidade do reinado dependessem dos inimigos.

Encurralado, o rei armou um plano sórdido - sordidez, geralmente, nasce de mentes encurraladas. Davi devolveu Urias para front. O general recebeu ordens específicas para recuar no ardor da batalha. O objetivo era claro, expor Urias; deixá-lo vulnerável, indefeso.

Aconteceu como previsto. A lança do inimigo o abateu. Morto o soldado Urias, o rei podia casar-se, assumir o filho e tocar os negócios da corte sem ser incriminado.

Imagino o desespero de Urias quando as tropas recuavam. Ele deve ter se desesperado: “Por quê? Por quê?”. Penso também no comandante que gritou a ordem de voltar atrás. Para defender o cargo, para mostrar lealdade militar, para não quebrar a hierarquia, ele sacrificava o amigo.

Muitas vezes senti a dor de Urias dentro das Igrejas que pastoreei. Eu também fui incentivado a marchar para me ver sem amigos.

Mobilizado por companheiros de ideais, também dei a cara a bater para depois ficar sozinho. Dói, insisto, notar que os golpes se multiplicaram e não ter com quem dividir o sofrimento.

É ruim olhar ao redor e ver os amigos de costas. Urias recebeu o baque e agonizou sem entender nada. Estou certo que sua maior dor não veio da arma inimiga, mas de não compreender a razão de seus companheiros agirem daquela maneira. Urias não conseguia atinar: havia interesses mais elevados; sua vida precisava ser gasta para preservar a reputação do rei.

Contudo, mesmo que alguém lhe contasse o que acontecia nos bastidores, não aliviaria o sofrimento. Não é fácil perceber que antigas lealdades têm que ser jogadas fora em nome de projetos institucionais.

Pobre Urias, sua morte trágica revelou a bestialidade do rei, o servilismo dos soldados e a banalidade da vida.

Não era para ser assim, mas foi... Fazer o que?



Nele,
Que não nos abandona, como os que se dizem amigos!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

14/06/10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO: Virou o Judas da queda!

REFLEXÃO ESCRITA PARA O ROTARY
INTERNACIONAL DE CAMPINA GRANDE - PB



Fortaleza-Ce, 10 de junho de 2010.



Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 10/06/10



COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO:
Virou o Judas vegetal da queda!



A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, plantada no jardim do Éden por Deus, não era má, só não era para o homem... Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser... Quem sabe? Eu apenas confio!

Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhum sabor especial, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada. Tudo acontecia apenas na mente.

A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de Tamarindo, como no Livro de Enoque (livro apócrifo), ou um Jenipapo enrugado, ou como um pé de mamão muito doce da casa de meu sogro Joevi.

O problema é que tudo acontecia ‘apenas’ dentro...

A Árvore não era; ela apenas se fazia; ou se faria ou não. Tudo dependeria a obediência do homem. Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.

Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava... Deus!

Queridos rotarianos, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.

Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.

Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.

Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente ‘Referente’; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...

Era só isto, pois era tudo isto!

Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém. Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito... Jesus! Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.

Esta é a razão de eu escrever tanto, vez por outra, acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.

Pense nisto e escolha sempre obedecer a Deus, pois este é o Caminho dentro da Verdade, que leva somente a Vida!


Nele,
Que obedeceu até o fim!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

10/06/10

segunda-feira, 7 de junho de 2010

AOS CRENTES MÁGICOS!

Uma das coisas que sempre me impressionaram na natureza humana é a nossa capacidade de criar qualquer realidade que desejemos; e, a seguir, projetá-la em alguém, em alguma coisa, em algum lugar ou individuo; ou ainda sobre uma instituição, seja ela de qual natureza for... — para, então, entregarmo-nos à fantasia... como se aquilo fosse a coisa mais real e genuína possível; até que depois de um tempo..., ao verificar que espinheiros não dão uva, saímos chorando, chocados, lamuriando contra Deus e a existência, sentido-nos enganados; e tudo porque espinheiros dão espinhos e videiras dão uva, embora nós tenhamos teimado em plantar uma natureza e esperando ceifar a outra...


Assim, relembrando que espinheiros não dão uvas, digo: Toda mentira adoece o mentiroso, e inicia nele uma doença na mente; a doença da fantasia armada e destrutiva; além de que faz dele um ser mau caráter, pois, toda falsificação da realidade é a própria criação do diabo no interior do inventor, do mentiroso...

Não existe boa traição. Toda traição é traição, ainda que seja do policial ao bandido; e a sua conseqüência é que todo traidor fica pior do que qualquer traído, por pior que ele seja; e mais: quanto melhor for o traído, pior ficará o traidor...

Não existe pai e mãe que mereçam ser desonrados. Quem desonra pai e mãe deflagra o mecanismo de autodestruição no ser... Por isto ele não será longevo na alma...

Não existe o lúcido adorador de ídolos... Quem adora a um ídolo fica sempre menor do que ele, até que nele se dissolva...

Ninguém cuja profissão existencial seja perseguir acabará a vida doce...

Quem dissimula com habilidade se torna o diabo de si mesmo para sempre...

Quem dá falso testemunho cria para si mesmo aquilo que falsamente testemunhou...

Todo aquele que julga e decide o destino de alguém, cria para si mesmo o padrão pelo qual Deus o julgará...

Quem entrega os tesouros de sua alma a alguém que não seja confiável, será devorado pelo suíno que receber tais preciosidades como dádivas de um insensato...

Quem não serve copos de água ao sedento jamais beberá da fonte da água da vida...

Quem nada dá a ninguém, esse nunca terá o que seja Graça de Deus...

Quem ama a morte é filho do inferno...

Quem odeia é sócio do diabo na destruição da vida; e com ele compartilhará o mesmo destino...

Quem trama o mal ficará louco e paranóico, e morrerá de suas próprias armadilhas...

Todo aquele que inveja se torna o mais feio dos homens...

O arrogante é o coveiro de sua própria sepultura...

O sedutor vira lesma gosmenta na alma... E ele mesmo morrerá sem se suportar...

Todo aquele que vive para esconder um dia não mais saberá o caminho de volta de seu próprio labirinto de enganos e ocultamentos...

Assim é a vida... E não há oração, unção, mágica ou poder algum que possam mudar a natureza de tais coisas!

Bem-aventurado o que crê na verdade da realidade e na realidade da verdade! O que passar disso..., é tentativa de fazer mágica na existência!...



Nele,
Que nunca nos mandou praticar mágica, pois Ele não acredita em mágica,



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

07/06/2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

NOTA DE FALECIMENTO E BIOGRAFIA DO PR. BASTOS


PR. BASTOS
(*03/05/1921   +03/06/2010)

Pastor Presidente da Assembleia de Deus, Ministerio Templo Central, Fortaleza – CE, o nosso irmão nasceu no dia 03 de maio de 1921, na Praia de Iracema, Fortaleza - CE, sendo seus pais Abel Mendes Pereira e Francisca Barbosa Pereira; tinha 15 anos quando, através de um tio seu, que era evangélico, chegou a suas mãos um exemplar do Novo Testamento, que foi lido avidamente de Mateus a Apocalipse, leitura esta que deixou no jovem intenso desejo pela leitura de toda a Bíblia.


Certo dia, ao passar pelo mercado central, viu um cidadão vendendo Bíblias, comprou uma por cinco mil réis, lendo-a em um pequeno espaço de tempo, convertendo-se à Cristo através da leitura deste maravilhoso livro.

Como nunca assistira a um culto evangélico, foi convidado por seu tio Vicente Marcelino Pereira para ir a Assembléia de Deus, à rua Tereza Cristina, 673, no dia 10 de abril de 1938, culto que foi dirigido pelo pastor José Teixeira Rego, tendo como pregador oficial o missionário Orlando Boyer, que discorreu sobre o Salmo 1º. Feito o apelo pelo pastor Teixeira Rego, o nosso irmão Bastos que ainda não tinha dezessete anos, aceitou publicamente ao Senhor Jesus como Salvador pessoal de sua vida.

Ao voltar para casa, encontrou o seu pai sumamente irado, pois sabia que o filho agora era crente, e o mesmo procurou surrá-lo e pô-lo fora de casa, passando nosso irmão Bastos por muitos sofrimentos e provações, mas com muita humildade e resignação a tudo suportou, orando intensamente por seus pais, os quais se renderam a Cristo um ano depois.

Irmão Bastos desejava ardentemente ser batizado nas águas, e no dia 1º de maio de 1938 haveria um batismo, na inauguração do tanque batismal, mas seu pai não o deixou sair de casa nesse dia.

Porém, no dia 31 de julho do mesmo ano, ele foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na sede do Templo Central, à rua Tereza Cristina, 673, pelo dinâmico presbítero e vice-presidente da igreja, João Olegário Rodrigues. O Senhor Jesus o batizou com o Espírito Santo no dia 29 de julho de 1939, e neste mesmo ano começou a cooperar ativamente no trabalho do Senhor, passando no dia 17 de dezembro a lecionar em uma classe da Escola Bíblica Dominical.

No dia 05 de maio de 1940, foi designado para a função de tesoureiro da então congregação de Mucuripe, hoje Varjota e, com a transferência do pastor Antonio Gomes Barbosa para pastorear a Igreja em São Luis do Curú, irmão Bastos assumiu interinamente e depois definitivamente a direção da congregação em Varjota. Convém salientar que o pastor Bastos dirigiu como solteiro a congregação, casando-se posteriormente com a senhorita Teresinha Félix Pereira, crente no Senhor Jesus, desde os 9 anos de idade e que fora sua aluna da Escola Bíblica.

No dia 9 de setembro de 1948, por designação do pastor Teixeira Rego, foi consagrado ao diaconato, e no dia 22 de novembro de 1951, foi autorizado evangelista, sendo enviado a pastorear a Igreja em Betânia, Itapipoca-CE, cargo que assumiu no dia 1º de dezembro de 1951.

Exercendo sua nova função, agora no interior, esforçou-se sobremaneira para atender as grandes dificuldades espirituais e, muitas vezes, materiais, do enorme campo que estava sob sua responsabilidade. Sob sua gestão foram construídos os templos em Buritizal, Moitas e Trairí, sendo também fundador do trabalho em Itapipoca, onde comprou um grande terreno para a construção de um belo templo. Reformou a sede em Betânia, e viajando a cavalo visitava os irmãos mesmo nos lugares mais distantes, realizando outros importantes trabalhos, tendo o reconhecimento dos irmãos pelo sério trabalho e dedicação.

Em 1953, por ocasião da convenção estadual realizada em Fortaleza, foi consagrado a pastor, em cerimônia oficiada pelo pastor José Teixeira Rego e o missionário Nels Nelson, na tarde de 6 de setembro. Depois de 9 anos de profícuo pastorado em Betânia, foi convocado pelo missionário Nels Nelson e o ministério local para servir ao Senhor Jesus na Igreja em Fortaleza-CE, aqui chegando no dia 22 de dezembro de 1960. Trabalhou um ano com muito esforço e dedicação com o pastor Armando Chaves Cohen e, com a saída deste para Belém do Pará, ficou ao lado do pastor Emiliano Ferreira da Costa, trabalhando como co-pastor e vice-presidente da Igreja. E, com a partida do pastor Emiliano para a Glória, no dia 1º de maio de 1985, assumiu a presidência da igreja e da convenção estadual.

Durante 25 anos de ministério a frente da Igreja em Fortaleza e da Convenção estadual, pastor Bastos tem deixado por onde passa sua marca registrada que é o amor pelas pessoas, a simplicidade, o desapego das coisas materiais, o companheirismo sincero, e isso são coisas que nem pessoas, nem o tempo, poderão apagar. Pastor Bastos tem percorrido uma longa trajetória e não obstante as lutas e dificuldades encontradas no caminho, tem entregado sua vida totalmente nas mãos de Deus.

Infelizmente, no dia 03 de junho de 2010, é interrompido este profícuo ministério pelo falecimento de nosso pastor, aos 89 anos, após 1 mês internado no hospital São Mateus, em nossa capital.

Deixamos nossas condolências à família e a todos os membros de nossa Igreja neste estado.



Nele,
Nossa esperança!



Pr. Hiram Filho


Fortaleza
Ceará

06/06/2010