Ministro do Evangelho

Ministro do Evangelho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PR. HIRAM FILHO MINISTROU PALESTRA NA PARAÍBA

PR. HIRAM FILHO E O PRESIDENTE DO ROTARY (EDÉSIO ROCHA)

O pastor Hiram Filho ministrou hoje, acompanhado de sua esposa (Kellany Ribeiro), uma palestra no Rotary Internacional de Campina Grande-PB.

O convite partiu do presidente do distrito 4500, companheiro Edésio Rocha. Sua apresentação foi realizada pelo seu pai, Hiram Ribeiro dos Santos, e o diploma foi recebido das mãos de Zouraide Silveira, esposa de seu pai.

A palestra teve como tema: “Sua esperança não pode morrer”, e a leitura bíblica aconteceu em Jó 17.15,16. Após explanação da Palavra de Deus, sempre discorrendo sobre os sofrimentos da vida de Jó, o pastor Hiram Filho conclui sua mensagem transmitindo aos rotarianos campinenses uma palavra de ânimo, força e fé em Jesus Cristo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

BOM ÂNIMO!

REFLEXÃO ESCRITA PARA O ROTARY
INTERNACIONAL DE CAMPINA GRANDE - PB


Fortaleza-Ce, 08 de julho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 08/07/10



BOM ÂNIMO!


Jesus disse aos discípulos em meio à tempestade, quando pensavam estar vendo um “fantasma”, que tivessem bom ânimo. Depois disse que o homem que teve bom ânimo, e, tentou ir ao encontro Dele andando sobre as águas (vindo a afundar depois de andar por um pouco), que aquele era um “homem de pouca fé” — Pedro. Depois, na última ceia (conforme o Evangelho de João), Jesus disse que no mundo se teria muita aflição, mas que se tivesse ‘bom ânimo’, pois Ele havia vencido o mundo. Assim, há o ‘bom ânimo’ que é uma pequena fé, mas suficiente para por alguém com a vontade de andar até sobre as águas. E há o ‘bom ânimo’ que é focado em Jesus, e na vitória Dele sobre as aflições desta existência.

Amados e queridos rotarianos, no primeiro caso Pedro (aquele que andou sobre as águas e depois sucumbiu), tomou tal iniciativa, abandonando o medo do fantasma e o pavor do poder da tempestade — baseado no fato de que Aquele com Quem ele falava era o próprio Jesus. Desse modo, ousou o impensável para, então, sucumbir ao primeiro medo que o assolara — o medo da tempestade. Já no segundo caso, o próprio Jesus diz que a vitória sobre as aflições vem exclusivamente de se ter a Ele, Jesus, como referencia absoluta para a visão da vida; pois, Ele é Aquele, único, que venceu o mundo.

Desse modo se fica sabendo que o bom ânimo que existe apenas como uma predisposição psicológica e positiva para pensar o melhor, ajuda muito a qualquer um, mas apenas quando a vida está boa. Nesse caso, o bom ânimo é bom humor, e também é positividade. E há grande poder em tais sentimentos e atitudes. Funcionam até na vida de ateus (se é que tal existe mesmo). Sim, porque até mesmo bandidos positivos prosperam mais que bandidos negativos. Tal bom ânimo (que é de si mesmo) é útil à vida, mas não anda sobre as águas; além de que foge de fantasmas.

O bom ânimo acerca do qual Jesus falou não era “o poder do pensamento positivo”. Nem era uma mera auto-ajuda. Ele ia muito além de tais coisas, por mais positivas que sejam. Isto porque o que Jesus ensinou não se estribava em circunstâncias favoráveis. Ao contrário, o bom ânimo ensinado por Ele acontecia contra fantasmas, contra tempestades, e contra as aflições do mundo. Pois, no primeiro caso, era na direção de Jesus que Pedro andava sobre as águas; e, no segundo caso, a vitória sobre as aflições vem de se ter o olhar fixado, pela fé, Naquele que é nossa vitória sobre o pecado (o nosso), sobre as tristezas (as nossas), e sobre toda angustia (as nossas); pois, Ele é Aquele que levou nossos pecados e que levou nossa morte, morrendo por nós e ressuscitando.

Sem esse foco em Jesus, em Deus (“Credes em Deus? Crede também em mim” — disse Jesus); e sem esse andar certo de Seu amor por nós — ninguém encara fantasmas, e nem tampouco enfrenta as tempestades impensáveis (andando sobre as águas); e menos ainda conseguirá vencer o mundo, cujo maior poder é o da desesperança (no caso de quem continua honesto) e o do cinismo (que é o que acomete aquele que fica dormente para não morrer).

O apóstolo Paulo ensinou que o pensar em coisas boas, honestas, edificantes, positivas, e enaltecedoras — é um exercício que todos os discípulos de Jesus devem praticar. E acrescentou: “E o Deus da paz será convosco”.

Entretanto, ele mesmo, Paulo, disse que o único poder capaz de nos habilitar para a sermos mais que vencedores (e, portanto, capazes de enfrentar tudo; pobreza, opressão, perda, ameaça, perseguição, dimensões, e até qualquer outra criatura ou fantasma) — era a consciência em fé acerca do amor de Cristo por nós.

Queridos rotarianos, sem que eu ande pela fé e em confiança, poderei até ter uma boa atitude na vida; mas apenas enquanto os fantasmas não aparecerem, os mares não se tumultuarem, e a vida não for feita de aflição; pois, quando é assim, somente Alguém maior que o mundo pode manter nosso ânimo, caso continuemos a olhar apenas para Ele, sem nos deixarmos possuir pelo pavor inspirado nas adversidades.

“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em mim”. Quando se olha apenas para Ele (Jesus), fé é bom ânimo; e bom ânimo é a própria fé. Mas quando não se olha apenas para Ele, então nosso ânimo variará conforme as circunstâncias. Afinal, quem de nós vence o mundo? Sim, quem de nós vence tudo o que nos relativiza, culminado na própria morte?

Assim, amados e mui queridos rotarianos, há somente uma coisa a fazer: andar pela fé, em confiança, crendo no cuidado e no amor de Deus por nós, sabendo que todas as coisas, todas elas, contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Ora, o fruto desse andar é bom ânimo em tudo, pois, quem tem tal significado para existir e viver tem também um olhar venturoso acerca de tudo; visto que já está posto, em fé, acima de todo fantasma, de todo principado e poder; e de toda tempestade deste mundo. Afinal, esse mesmo já sabe que tudo apenas acrescenta valor e significado à sua existência. Pode haver maior poder de ânimo do que este?



Nele,
Que nos guarda nas asas da fé!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

08/07/10

domingo, 27 de junho de 2010

O MUNDO ACABOU PARA MIM! E PRA VOCÊ?

REFLEXÃO ESCRITA PARA O ROTARY
INTERNACIONAL DE CAMPINA GRANDE - PB

Fortaleza-Ce, 24 de junho de 2010.


Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÃO ROTÁRIA - DIA 24/06/10



O MUNDO ACABOU PARA MIM!
E pra você?



“Pois para mim o viver é Cristo; e o morrer é lucro!”
                                                                                                                        Apóstolo Paulo



Para quem encontra Jesus e Sua Palavra, que é o Evangelho de Deus, não há mais como viver [...] senão num mundo que já não é; que já acabou.

O mundo, como era, acabou; embora todos os seus sinais de vigor e poder estejam mais do que presentes entre todos os humanos. Sim; pois o mundo acabou no olhar...

Antes de Jesus havia apenas um modo de ver o mundo, com uma ou duas exceções filosóficas; os demais, no entanto, caminhavam todas segundo o fluxo do mundo que existe para os que dele vivem... Em Jesus, no entanto, para todo aquele que vê além do visível, ou seja, para ‘os da fé’, o mundo acabou irremediavelmente, sem chance de ressurreição!

Para mim, por exemplo, a presente existência é uma sucessão de atos de fé num mundo que existe em estado de morte completa; pois, tudo o que caracteriza os poderes deste mundo, foi despojado, desmascarado, desenganado, liquidado, morto e consumado em Jesus; visto que em Jesus as mortalhas do mundo foram removidas, sua ‘burca’ foi retirada, e apareceu a cara da morte/morta; embora uma viva/morta que é o motor dos zumbis que pelos valores de vento gelado de tal essência/morta se alimentam e se deixam mover...

Queridos e amados rotarianos, em Jesus, todavia, o mundo acabou para todo aquele que enxergou do que o mundo é feito: de mentira, ilusão e fantasia; tudo criado pelo surto da cobiça do diabo que se tornou nossa!

Como o mundo não acabou para mim?... Sim! Se quando Jesus nasceu os poderes se inverteram: o reino se transferiu para a Manjedoura! Sim! Se quando Jesus viveu o pecado foi vencido em todas as tentações! Sim! Se quando Jesus curou todas as doenças Ele decretou o fim da morte e da dor criados pelo mundo! Sim! Se quando Jesus morreu Ele matava a morte espiritual que mata a todo homem! Sim! Se quando Jesus ressuscitou dos mortos a própria Morte, o Diabo e o Inferno [...] foram lançados para dentro do Lago de Fogo como Decreto da Vida contra a Morte e seus agentes deliberados! Sim! Se quando Jesus ascendeu aos céus todo poder existente no mundo e em qualquer existência se tornaram definitivamente por Ele vencidos pelas sutis e invisíveis forças do amor!

Portanto, para mim, o mundo acabou...

O mundo morreu... Sim; com suas glórias, cobiças, invejas, pressas, honras, dignidades, importâncias, sucessos, conquistas, afirmações, poderes, influências, medos, fanfarrices ilusórias, auto-engano, e culto ao estético, ao belo e ao aparentemente superior...

Ele, o mundo, não morreu apenas para quem continua vendo a vida pelo olhar do mundo; mas para quem agora só vê o que seja vida, e não mais o que seja existência como mundo, sim, para tais o mundo acabou; assim como para mim ele já era; embora minha vida aconteça nesse ambiente que é sem ser; que aparenta, mas não é; que fala de vida, embora seja um convite da morte!

Ora, é somente quando o mundo morre que a pessoa ganha o olhar que a faz viver nesta existência sem que isso signifique um viver do mundo. Na realidade é um viver no ambiente/mundo, sem que, todavia, não se tenha nada a ver com ele!

Esta é a minha ambivalência em relação ao mundo: ele está morto para mim e eu para ele; e, por isto, e somente por tal razão, posso viver nele... E mais: nele posso viver sem a sua sorte de existência, que é animada pelo medo da morte, sendo este o poder que gera todas as formas de ilusão de poder e de superioridade satânica na existência segundo o mundo.

O apóstolo Paulo disse que a “aparência deste mundo passa”. Por isto ela manda que os que choram sejam como os que não chorassem; que os que se casam como se solteiros fossem na sua liberdade de seguir a vida de modo desimpedido; que os que compram sejam como os que nada possuem; que os que se servem deste mundo sejam como aqueles que usam produtos descartáveis; e que até mesmo aqueles que se alegram, sejam como aqueles que não têm porque alegrar-se...

Este é meu paradoxo! Sim! Vivo... mais vivo numa existência que já acabou para mim! Este era o convite do apóstolo Paulo a todos os discípulos de Jesus! Sim, dizia ele: “Vocês morreram com Cristo! O mundo acabou! Estamos crucificados com Jesus! Ressuscitamos com Ele! Assentamo-nos no Seu trono juntamente com Ele!”.

Portanto, embora aqui ainda, somos apenas uns forasteiros; uns seres de passagem; livres como a liberdade verdadeira que tal certeza instila em nós para sempre!

Para aqueles que entendem que o grande milagre do Evangelho é revelar o que é o mundo, do ponto de vista do Deus da Vida, surge grande libertação em relação a tudo o que se chame mundo; ao mesmo tempo em que, por tal milagre de entendimento, o mundo acabe de fato para o discípulo de Jesus; embora, apesar disso, o mundo se torne o lugar no qual vencemos o mal com o bem.

O mundo é o meu lugar de estar, mas não é meu modo de ser!




Nele,
Em Quem somente a morte pela fé nos liberta para o sentido da vida!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

24/06/10

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O DRAMA DE URIAS!

Gosto muito de observar as histórias bíblicas. Sedução, vingança, amizade, heroísmo e traição permeiam muitas narrativas do Antigo Testamento. A história do soldado Urias, marido da famosa Betseba, me chama a atenção. Infelizmente, na maioria dos relatos, Urias consta como um personagem coadjuvante. Mas, ele é importante, pois sua vida foi tragicamente descartada em uma trama bem complexa.

Urias foi assassinado para que o rei Davi livrasse a ‘cara’ em um adultério estúpido. A história desse homicídio deve ser considerada uma das mais sórdidas conspirações já escritas na literatura.

A narrativa é bem conhecida. Em uma tarde qualquer, Davi passeava pelo terraço do palácio quando seus olhos contemplaram uma belíssima mulher tomando banho. A pele morena, os cabelos negros, os seios bem delineados, somaram-se ao entardecer para criar um clima sedutor. E Davi não resistiu. Ordenou que lhe trouxessem a mulher para uma noite de delícias.

Alguém com um mínimo de bom senso deve ter alertado: “Esta não, ela tem marido”. Mas Urias estava longe; dava para enganá-lo sem grandes problemas. No campo de batalha, ele nunca suspeitaria da Majestade. Seduzido Davi estava e seduzido continuou.

Mesmo sabendo que poderia dar errado, o romance se consumou e aconteceu o pior: Betseba engravidou. Procurando encobrir o malfeito, Davi mandou trazer Urias para uma conversa. A gravidez ainda precoce talvez ficasse eclipsada diante da libido vertiginosa de um soldado. Davi imaginou que Urias perderia as contas do número de relações sexuais e dos meses que faltavam até o nascimento da criança.

Mas Urias recusou a oferta do rei; não dava para cogitar o prazer enquanto a Arca do Concerto, a honra de Israel e a dignidade do reinado dependessem dos inimigos.

Encurralado, o rei armou um plano sórdido - sordidez, geralmente, nasce de mentes encurraladas. Davi devolveu Urias para front. O general recebeu ordens específicas para recuar no ardor da batalha. O objetivo era claro, expor Urias; deixá-lo vulnerável, indefeso.

Aconteceu como previsto. A lança do inimigo o abateu. Morto o soldado Urias, o rei podia casar-se, assumir o filho e tocar os negócios da corte sem ser incriminado.

Imagino o desespero de Urias quando as tropas recuavam. Ele deve ter se desesperado: “Por quê? Por quê?”. Penso também no comandante que gritou a ordem de voltar atrás. Para defender o cargo, para mostrar lealdade militar, para não quebrar a hierarquia, ele sacrificava o amigo.

Muitas vezes senti a dor de Urias dentro das Igrejas que pastoreei. Eu também fui incentivado a marchar para me ver sem amigos.

Mobilizado por companheiros de ideais, também dei a cara a bater para depois ficar sozinho. Dói, insisto, notar que os golpes se multiplicaram e não ter com quem dividir o sofrimento.

É ruim olhar ao redor e ver os amigos de costas. Urias recebeu o baque e agonizou sem entender nada. Estou certo que sua maior dor não veio da arma inimiga, mas de não compreender a razão de seus companheiros agirem daquela maneira. Urias não conseguia atinar: havia interesses mais elevados; sua vida precisava ser gasta para preservar a reputação do rei.

Contudo, mesmo que alguém lhe contasse o que acontecia nos bastidores, não aliviaria o sofrimento. Não é fácil perceber que antigas lealdades têm que ser jogadas fora em nome de projetos institucionais.

Pobre Urias, sua morte trágica revelou a bestialidade do rei, o servilismo dos soldados e a banalidade da vida.

Não era para ser assim, mas foi... Fazer o que?



Nele,
Que não nos abandona, como os que se dizem amigos!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

14/06/10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO: Virou o Judas da queda!

REFLEXÃO ESCRITA PARA O ROTARY
INTERNACIONAL DE CAMPINA GRANDE - PB



Fortaleza-Ce, 10 de junho de 2010.



Amados Rotarianos Campinenses,
Saudações em Cristo!


REFLEXÃO ROTÁRIA – DIA 10/06/10



COITADA DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO:
Virou o Judas vegetal da queda!



A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, plantada no jardim do Éden por Deus, não era má, só não era para o homem... Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser... Quem sabe? Eu apenas confio!

Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhum sabor especial, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada. Tudo acontecia apenas na mente.

A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de Tamarindo, como no Livro de Enoque (livro apócrifo), ou um Jenipapo enrugado, ou como um pé de mamão muito doce da casa de meu sogro Joevi.

O problema é que tudo acontecia ‘apenas’ dentro...

A Árvore não era; ela apenas se fazia; ou se faria ou não. Tudo dependeria a obediência do homem. Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.

Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava... Deus!

Queridos rotarianos, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.

Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.

Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.

Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente ‘Referente’; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...

Era só isto, pois era tudo isto!

Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém. Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito... Jesus! Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.

Esta é a razão de eu escrever tanto, vez por outra, acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.

Pense nisto e escolha sempre obedecer a Deus, pois este é o Caminho dentro da Verdade, que leva somente a Vida!


Nele,
Que obedeceu até o fim!



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

10/06/10

segunda-feira, 7 de junho de 2010

AOS CRENTES MÁGICOS!

Uma das coisas que sempre me impressionaram na natureza humana é a nossa capacidade de criar qualquer realidade que desejemos; e, a seguir, projetá-la em alguém, em alguma coisa, em algum lugar ou individuo; ou ainda sobre uma instituição, seja ela de qual natureza for... — para, então, entregarmo-nos à fantasia... como se aquilo fosse a coisa mais real e genuína possível; até que depois de um tempo..., ao verificar que espinheiros não dão uva, saímos chorando, chocados, lamuriando contra Deus e a existência, sentido-nos enganados; e tudo porque espinheiros dão espinhos e videiras dão uva, embora nós tenhamos teimado em plantar uma natureza e esperando ceifar a outra...


Assim, relembrando que espinheiros não dão uvas, digo: Toda mentira adoece o mentiroso, e inicia nele uma doença na mente; a doença da fantasia armada e destrutiva; além de que faz dele um ser mau caráter, pois, toda falsificação da realidade é a própria criação do diabo no interior do inventor, do mentiroso...

Não existe boa traição. Toda traição é traição, ainda que seja do policial ao bandido; e a sua conseqüência é que todo traidor fica pior do que qualquer traído, por pior que ele seja; e mais: quanto melhor for o traído, pior ficará o traidor...

Não existe pai e mãe que mereçam ser desonrados. Quem desonra pai e mãe deflagra o mecanismo de autodestruição no ser... Por isto ele não será longevo na alma...

Não existe o lúcido adorador de ídolos... Quem adora a um ídolo fica sempre menor do que ele, até que nele se dissolva...

Ninguém cuja profissão existencial seja perseguir acabará a vida doce...

Quem dissimula com habilidade se torna o diabo de si mesmo para sempre...

Quem dá falso testemunho cria para si mesmo aquilo que falsamente testemunhou...

Todo aquele que julga e decide o destino de alguém, cria para si mesmo o padrão pelo qual Deus o julgará...

Quem entrega os tesouros de sua alma a alguém que não seja confiável, será devorado pelo suíno que receber tais preciosidades como dádivas de um insensato...

Quem não serve copos de água ao sedento jamais beberá da fonte da água da vida...

Quem nada dá a ninguém, esse nunca terá o que seja Graça de Deus...

Quem ama a morte é filho do inferno...

Quem odeia é sócio do diabo na destruição da vida; e com ele compartilhará o mesmo destino...

Quem trama o mal ficará louco e paranóico, e morrerá de suas próprias armadilhas...

Todo aquele que inveja se torna o mais feio dos homens...

O arrogante é o coveiro de sua própria sepultura...

O sedutor vira lesma gosmenta na alma... E ele mesmo morrerá sem se suportar...

Todo aquele que vive para esconder um dia não mais saberá o caminho de volta de seu próprio labirinto de enganos e ocultamentos...

Assim é a vida... E não há oração, unção, mágica ou poder algum que possam mudar a natureza de tais coisas!

Bem-aventurado o que crê na verdade da realidade e na realidade da verdade! O que passar disso..., é tentativa de fazer mágica na existência!...



Nele,
Que nunca nos mandou praticar mágica, pois Ele não acredita em mágica,



Pr. Hiram Filho

Fortaleza
Ceará

07/06/2010